domingo, 31 de maio de 2009

Saudades

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De levantar-me e saber que o dia ia ser em cheio. Arrancar de casa cedo, muito cedo, atravessar meia margem e uma serra para a minha praia favorita. E o grupo, o enorme grupo. Havia sempre alguém para dar uma volta até ao outro lado, para nadar, para jogar, para falar ou apenas para torrar. Éramos muitos, mesmo muitos. E chegávamos a casa, tomávamos banho e saíamos de novo. E em altura de festas ainda sabia melhor. Os pés na areia da praia e na areia da discoteca e dançar…até ser hora de tomar o pequeno-almoço. Ou ficar no parque a conversar sentados na relva até às tantas. Esta semana à hora de almoço fui à praia sozinha. Fechei os olhos e consegui ouvir os risos e piadas da altura. Hoje uns estão casados, outros não, uns moram noutra cidade, outros não, uns são quem queriam ser, outros não. O tempo acelera vidas e dá a volta aos grupos. E na minha como na vida de todos as coisas passam e transformam-se noutras. Estou em modo espera em relação a grupos e eu sinto isso.
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terça-feira, 19 de maio de 2009

A dúvida de sempre


Gosto de ler, aliás, adoro ler. A cada livro que começo apaixono-me novamente e cada vez mais pelo acto de conhecer histórias ou simplesmente saber mais sobre determinado assunto. A cada livro que gosto e devoro surge sempre a mesma dúvida. 'Este livro é tão bom que quero ler mais e mais e mais...e por isso acabará rapidamente. Como fazê-lo durar?' E é sempre isto, um querer saber mas um não querer terminar com ele. Há livros tão bons que não deviam ter última página. Tenho dito.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Estar Offf



Ao longo da semana passada mal houve tempo para respirar, o motivo tinha um nome: Offf. Levantar todos os dias às 6:30, entrar às 8:00 e compensar o tempo que iria usar na 5ª e na 6ª na Fundição de Oeiras. Na quarta-feira já mal me aguentava nas pernas, era chegar a casa, comer e deitar. Venha quinta! E este foi um daqueles dias em que nos damos conta que há ali um ponto de viragem na nossa forma de ser. Algo que nos transforma sem sequer pedir licença. Posso explicar, tentar pelo menos, mas acho que não vão percepcionar da mesma forma, talvez o tenham vivido de outra forma e ainda bem se assim foi, mas por aqueles dias percebi que naquele espaço:
Quando estava sozinha sentia-me sempre acompanhada
Era fácil encontrar alguém para conversar
Existiam ideias no ar a toda a hora, as nossas e as dos outros.
O calor e o pó conseguem alterar o estado nervoso do meu sistema respiratório.
Qualquer cansaço acumulado se transformava facilmente em boa disposição.
Em cada dia se reencontravam amigos e faziam-se novos.
Era bom mandar sms a perguntar ‘onde estão’ ou não mandá-las porque afinal queríamos estar sós.
Levamos uma chapada na cara nas conferências que acorda e faz voltar a querer de novo o que já tínhamos esquecido de fazer.
Passamos a acreditar que talvez o impossível não é assim tão difícil de conseguir
Ouvir foi tão fácil.
Fazer figuras tristes frente ao painel do Joshua ou da Multitouch era o ponto alto do meu dia.
Foi bom meter a mão na luz.
Dançar em ‘Loop’, sem luz e com som altíssimo é bom quando nos deitamos e fechamos os olhos.
O meu molesquine ganhou nova importância.


Por isso estou em modo Offf, por isto vou e quero manter-me assim. Tudo ganha uma nova importância quando conseguimos ver o que realmente interessa. A pulseira está cá ainda, acho que vai continuar…só para olhá-la, respirar fundo e focar-me quando estiver a voltar a afastar-me.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

...

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Quero escrever e nem sei bem o quê. Hoje sinto-me sem conseguir expressar o que sinto. Das coisas que mais me impressionam no mundo é a injustiça e a capacidade que as pessoas têm de a colocar em prática. Olho à volta, estou sozinha, mas sinto vozs à minha volta. Dou-me conta que a voz é só uma, a minha. 'Há quem queira ser o que não é.' diz a voz. Penso nisso, penso porque as pessoas necessitam de ocupar o espaço das outras. O mundo é feito de espaços, cada um tem o seu, entramos e saímos no espaço dos outros, mas com autorização e depois saímos e deixamos as pessoas lá, com o seu próprio espaço sem ter gente a mais dentro dele. 'Há quem precise de anular os outros para sobressair.' diz a voz. Sinto-me triste, profundamente triste. 'Há pessoas que não te conhecem, aliás há poucas que te conhecem na realidade.' diz a voz. E sorri-o, porque assim o é. Pessoas que nunca leram o que escrevo, que nunca ouviram as minhas ideias, que nunca ouviram o meu pensamento...que nunca ouviram a minha voz. 'Mas tu só falas realmente para algumas pessoas, nunca te apercebeste disso?' diz a voz. Sim, apercebi, e tenho pena que tão poucas a consigam ou queiram ouvir.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Saatchi & Saatchi para T-Mobile

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13.500 pessoas em Trafalgar Square num mega karaoke com micros incluídos. 



sábado, 2 de maio de 2009